sábado, 12 de setembro de 2015

PLANO DE AULA - 2º ano Ensino Médio

1. IDENTIFICAÇÃO: 
NOME DA DISCIPLINA: Língua Portuguesa
PROFESSORA: Daniela Menegassi
ESCOLA: E. E. Profª. Alice Velho Teixeira
ANO/SÉRIE/TURMA: 2º C – 08/2015
PERÍODO: 3º bimestre


2. TEMA(S): Parnasianismo.


3. OBJETIVOS: Levar o aluno a compreender as características desse período, autores principais e obras.


4. JUSTIFICATIVA: É importante reconhecer as características de todos os períodos literários.


5. METODOLOGIA: Aula expositiva e interativa com explicações, bate-papo, participação dos alunos e suas opiniões.


6. RECURSOS DIDÁTICOS: Apostila e pesquisas na net.


7. AVALIAÇÃO: Dividir a sala em grupos e cada grupo deverá criar um VÍDEO com duração de 1 min. a partir de obras de autores dos períodos estudados. Atentar-se às regras de acordo com a DE (Sala de Leitura), pois os vídeos participarão de um PROJETO em especial. A atividade valerá 10 pontos.


8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
http://www.brasilescola.com/literatura/parnasianismo.htm


PARNASIANISMO
- De 1880 a 1893 (até 1ª década do séc. XX);
- Surgiu na França em oposição ao Realismo e Naturalismo escritos em prosa (qualquer expressão linguística escrita ou falada sem poesia: os romance, as peças de teatro, os contos e ensaios por exemplo),
- Movimento essencialmente poético.
Características:
- Arte pela arte: sem influências da realidade nas formas ou conteúdos;
- Objetividade: em oposição ao sentimentalismo exagerado (Romantismo);
- Culto da forma: linguagem descritiva e formas clássicas (rima, métrica), ao contrário do descuido formal dos românticos;
- Impessoalidade: negação ao sentimentalismo romântico;
- Racionalismo: surge a poesia de meditação e filosófica.
- Visão carnal do amor: em oposição à visão espiritual dos românticos.
- Universalismo temático: aborda temas universais em oposição ao individualismo dos romancistas.
Principais Autores:
Brasil - Alberto de Oliveira, Francisca Júlia da Silva, Martins Fontes, Olavo Bilac, Raimundo Correira e Vicente de Carvalho.
Portugal - Não aconteceu.


O Sonho Africano 
Francisca Júlia da Silva

Ei-lo em sua choupana. A lâmpada, suspensa
Ao teto, oscila; a um canto, um velho e ervado fimbo;
Entrando, porta dentro, o sol forma-lhe um nimbo
Cor de cinábrio em torno à carapinha densa.

Estira-se no chão... Tanta fadiga e doença!
Espreguiça, boceja... O apagado cachimbo
Na boca, nessa meia escuridão de limbo,
Mole, semicerrando os dúbios olhos, pensa...

Pensa na pátria, além... As florestas gigantes
Se estendem sob o azul, onde, cheios de mágoa,
Vivem negros répteis e enormes elefantes...

Calma em tudo. Dardeja o sol raios tranquilos...
Desce um rio, a cantar... Coalham-se à tona d'água
Em compacto apertão, os velhos crocodilos...

- fimbo: paus tostados;
- nimbo: nuvem cinzenta;
- cinábrio: combinação de enxofre com mercúrio;
- limbo: margem;
- Dardeja: emite.


Inocência 
Martins Fontes

Criança ingênua, o dia inteiro,
com os meus caniços de taquara,
ficava eu, ao sol de então,
junto dos tanques, no terreiro,
soprando a espuma, leve e clara,
fazendo bolhas de sabão.

Corando a roupa, entre cantigas,
as lavadeiras, que passavam,
interrompiam a canção...
Riam-se as pobres raparigas,
vendo as imagens que brilhavam,
nas minhas bolhas de sabão.

Cresci. Sofri. Sonhando vivo.
E, homem e artista, ainda agora,
me apraz aquela distração...
E fico, às vezes, pensativo,
fazendo versos, como outrora
fazia bolhas de sabão.

E velho, um dia, de repente,
sem ter, de fato, sido nada,
pois tudo é apenas ilusão,
há de extinguir-se a alma inocente
que em mim fulgura, evaporada
como uma bolha de sabão.
Vivem negros reptis e enormes elefantes...

- Caniços: canelas;
- Apraz: sensação de prazer.alma em tudo. Dardeja o sol raios tranquilos...


O Incêndio de Roma 
Olavo Bilac

Raiva o incêndio. A ruir, soltas, desconjuntadas,
As muralhas de pedra, o espaço adormecido
De eco em eco acordando ao medonho estampido,
Como a um sopro fatal, rolam esfaceladas.

E os templos, os museus, o Capitólio erguido
Em mármore frio, o Foro, as eretas arcadas
Dos aquedutos, tudo as garras inflamadas
Do incêndio cingem, tudo esbroa-se partido.

Longe, reverberando o clarão purpurino,
Arde em chamas o Tibre e acende-se o horizonte...
- Impassível, porém, no alto do Palatino,

Neto, com o manto grego ondeando ao ombro, assoma
Entre os libertos, e ébrio, engrinaldada a fronte,
Lira em punho, celebra a destruição de Roma.

- Estampido: barulho;
- Capitólio: umas das setes colinas de Roma;
- Foro: praça;
- Aquedutos: sistema que leva água de um lugar ao outro;
- Cingem: são tomados;
- Esbroa-se: vira pó;
- Purpurino: tom roxeado;
- Tibre: rio;
- Palatino: umas das setes colinas de Roma;
- Neto: imperador;
- Assoma: mostras-se;
- Ébrio: embebedado;
- Engrinaldada: enfeitar com grinaldas;
- Lira: instrumento musical.

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